TI em saúde: por que a área é essencial para a proteção de dados dos pacientes?

Luiz Oliveira

A TI em saúde é uma estratégia a ser desenvolvida de forma racional, considerando os dados clínicos do paciente e sua utilidade no contexto das operadoras de planos de saúde, bem como nos demais serviços que dela necessitem na transformação digital.

Acontece que ainda estamos nos esbarrando em questões éticas, legislativas e até mesmo burocráticas que impedem o avanço da TI na saúde, ao mesmo tempo em que cobra-se resultados significativos da implantação dessa ferramenta.

Além disso, os serviços clínicos serão significativamente beneficiados pela TI em saúde, o que demonstra a viabilidade de implantação dessa ferramenta e traz oportunidades de assistência não imaginadas anteriormente.

Quer saber mais sobre TI em saúde e a importância de se proteger os dados dos pacientes? Então continue a leitura e entenda melhor a questão!

A importância da proteção de dados dos pacientes

Com o advento dos recursos tecnológicos aplicados às práticas clínicas, obteve-se grande vantagem em compilar os dados dos pacientes de forma digital, organizada e de fácil acesso aos que precisam dela.

Todavia, a utilização das informações do paciente trouxe uma grande preocupação para aqueles que as acessam, como o gerenciamento desses dados e as formas de monitorar essa questão.

Muitos gestores já compreenderam que o histórico clínico, medicamentoso e laboratorial pertence ao paciente, estando apenas em um ambiente digital utilizado para consultas e serviços clínicos.

Diante dessa perspectiva, os profissionais devem guardar esses dados enquanto forem de interesse para ambas as parte, na medida em que se mantém a confidencialidade, garantindo que não ocorrerá vazamentos ou encaminhamentos não autorizados.

A TI como forma de proteger essas informações

Considerando o mundo globalizado em que vivemos e a exposição de indivíduos nas redes sociais, é de se esperar que qualquer vazamento de informações tenha uma repercussão em tempo real e se dissemine rapidamente pelos países.

E não é preciso ser hacker para explorar essa oportunidade de forma criminosa. Afinal, muitos softwares ainda não dispõem de mecanismos adequados de segurança, o que pode ocorrer, inclusive, em órgãos governamentais.

Sendo assim, diante da necessidade latente de se armazenar dados adequadamente nas instituições clínicas e garantir a segurança das transações, a tecnologia da informação deve propiciar esse binômio de modo inteligente e eficiente.

As ferramentas desenvolvidas pela tecnologia da informação devem oferecer facilidades para a alimentação do sistema, ao mesmo tempo garantindo a rastreabilidade das ações conforme o acesso dos usuários.

Dessa forma, consegue-se capturar as atividades de cada funcionário, verificar edições de informações e investigar situações em que a invasão ao banco de dados possa ser algo contornável.

Como viabilizar a TI para os planos de saúde

As operadoras de planos de saúde são instituições que detêm um banco de dados dos beneficiários. Por meio do cadastro dos dados socioeconômicos, é possível levantar os principais serviços utilizados.

Assim sendo, os recursos metodológico provenientes da TI deve ser usados para alimentar dados que sejam relevantes para os serviços oferecidos pelas operadoras de planos de saúde, tendo em vista uma série de respaldos e a preocupação com dados individuais.

Conforme pontuado por Luiz Gonzaga, Gerente de Produtos da Maida Health, “quando os dados se aplicam ao setor de saúde, tudo isso é potencializado devido à repercussão que impacta os processos”.

Ele explica também que existem situações muito delicadas em relação ao vazamento das informações em saúde, principalmente quando envolvem a privacidade com relação ao diagnóstico das doenças ou aos tratamentos já realizados.

O que se sabe até o momento é que “é preciso cautela, atendimento à LGPD e principalmente entendimento de que a TI na saúde é algo duradouro”.

Diagnóstico situacional dos pacientes

O levantamento de dados clínicos é uma prática bem aceita e faz parte da saúde 4.0, desde que seja formalmente autorizada e demonstre utilidade tanto para os pacientes quanto para os serviços clínicos, proporcionando mais qualidade de vida e redução de custos.

A TI na saúde pressupõe benefícios clínicos, econômicos e humanísticos. Se considerarmos um levantamento preliminar de pacientes com algumas características específicas, podemos mapear aqueles que fazem parte de grupos de risco.

Também é possível direcionar condutas de prevenção e promoção à saúde mediante uma análise dos pacientes já submetidos a determinados tratamentos ou que poderiam se beneficiar de programas de triagem diagnóstica.

Viabilidade para outros serviços

Um dos serviços de grande repercussão na atualidade é a telemedicina, prática que utiliza recursos tecnológicos para encurtar distâncias geográficas e facilitar a interação em atividades clínicas entre os interessados.

Por meio das técnicas de TI, pode-se viabilizar esses serviços de forma clara e precisa, otimizar a discussão de casos clínicos e implantar a teleconsulta como medida resolutiva para localidades desprovidas de profissionais de saúde.

Todavia, uma das questões latentes desses problemas é o volume de dados que serão disponibilizados por meio da telemedicina. Conforme observa Gonzaga, hospitais, planos e clínicas já conseguem acessar prontuários eletrônicos no estabelecimento, mas não podem visualizar os dados dos pacientes fora da localidade.

À medida que as teleconsultas forem se tornando uma realidade, as informações estarão disponíveis pela web e se tornarão on-line, como conclui Gonzaga. E nesse sentido, a preocupação com a segurança dos dados é algo bem relevante.

As implicações da lei de proteção de dados

Considerando que os dados gerados, ainda que alimentados por diversos profissionais de saúde, são de propriedade do paciente, é preciso levantar a bandeira da privacidade e avaliar como proteger as informações de vazamentos na web.

É importante entender que a TI é responsável por manter os dados seguros e acessíveis para os profissionais mais indicados, garantindo sua utilização apenas para fins médicos e evitando expor informações não relevantes para os casos.

O número do CPF e o endereço do paciente, por exemplo, não são informações cruciais no contexto da saúde suplementar, apenas em casos específicos e justificados, após o consentimento do paciente.

A TI na saúde é uma estratégia que veio para aperfeiçoar os serviços de assistência clínica das operadoras de planos de saúde. No entanto, para obter os benefícios dessa ferramenta, é imprescindível ter entendimento de que os dados são do paciente, mas a responsabilidade de mantê-los seguros é da equipe de tecnologia. E qualquer divulgação de dados deve ter o consentimento dos pacientes.

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